O resultado de Corpos Pintados: 45 artistas chilenos foi muito revelador para mim. O que no princípio era para ser um trabalho eminentemente artístico, cuja manifestação tangível seria um livro, foi convertido em uma exposição itinerante, onde o importante era a mesma experiência da pintura corporal e, mais ainda, o próprio corpo humano. As diferentes criações dos artistas e a versatilidade dos modelos e suas poses, conseguiram abrir o olhar do público sobre o corpo, além das barreiras que o circunscreve exclusivamente ao erótico.
Minha própria percepção da riqueza do corpo se viu incrementada de maneira inusitada, estimulando-me a explorar as múltiplas facetas que este oferece, assim que nos libertamos dos tabus e dos arquétipos físicos idealizados ou impostos pela moda. Um novo universo se abre agora perante nós, tornando evidente que com a primeira etapa havíamos apenas ativado as infinitas possibilidades do corpo humano. Deste modo, enquanto a primeira mostra iniciava seu excursão internacional em 1992, nos empenhamos em estender e aprofundar Corpos Pintados nas múltiplas direções que nos ofereciam.
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